ePrivacy and GPDR Cookie Consent management by TermsFeed Privacy Policy and Consent Generator · Dra. Rosi Balbinotto · Tratamento de Endometriose ·

PATOLOGIAS Endometriose

Compreendendo a Dor Pélvica Crônica
e os Desafios do Diagnóstico

A endometriose é uma condição ginecológica na qual o tecido que reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora dele, causando inflamação crônica nos órgãos internos da pelve. Esta doença é estrogênio-dependente e afeta mulheres em idade reprodutiva, sendo uma das causas mais comuns de dor pélvica crônica.

Prevalência e Impacto

Estima-se que a endometriose afete entre 3 % a 10% das mulheres em idade fértil. Em casos de dor pélvica, a incidência varia de 12% a 32%, e entre mulheres com infertilidade, pode chegar a 50%. Infelizmente, o diagnóstico costuma demorar entre 8 a 12 anos, o que pode agravar os sintomas e prejudicar a qualidade de vida.

Desafios no Diagnóstico

O atraso no diagnóstico deve-se, em parte, à falta de reconhecimento dos sintomas por alguns profissionais de saúde. Muitas mulheres relatam que suas queixas não são levadas a sério, prolongando o período de sofrimento. A dor crônica é frequentemente subestimada, levando a um diagnóstico tardio e, consequentemente, a uma piora da doença.

Sintomas Comuns

  • Dor Pélvica Crônica:
    Presente durante e após a menstruação, podendo se estender por todo o ciclo menstrual.
  • Cólica Menstrual Intensa (Dismenorreia):
    Progressiva e de alta intensidade, muitas vezes não aliviada com tratamentos convencionais.
  • Dor Durante as Relações Sexuais (Dispareunia):
    Desconforto ou dor que afeta a vida sexual e emocional.
  • Infertilidade:
    Dificuldade para engravidar, sendo a endometriose um fator importante a ser investigado.
  • Alterações Intestinais e Urinárias:
    Dor ao evacuar ou urinar, especialmente durante a menstruação, podendo haver sangramento.

Causas e Fatores de Risco

A endometriose é uma doença multifatorial, envolvendo aspectos genéticos, imunológicos e ambientais. Acredita-se que a menstruação retrógrada (fluxo menstrual que retorna pelas trompas e se espalha pela cavidade pélvica) seja um dos mecanismos, mas o sistema imunológico também desempenha um papel crucial.

Diagnóstico

A avaliação da endometriose inclui:

  • Histórico Clínico Detalhado:
    Investigação dos sintomas e seu impacto na vida diária.
  • Exame Físico Ginecológico:
    Para detectar possíveis alterações ou sensibilidades.
  • Exames de Imagem:
    • Ultrassonografia Transvaginal:
      Identifica cistos ovarianos (endometriomas) e possíveis aderências.
    • Ressonância Magnética:
      Avalia a presença de endometriose profunda e infiltração em outros órgãos.
  • Laparoscopia Cirúrgica: Procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite visualizar e biopsiar lesões e liberar anatomia da pelve (órgãos internos), ressecção da endometriose e biópsias para anatomopatologia.

Classificações da Endometriose

  • Peritoneal Superficial:
    Afeta a camada que reveste a cavidade abdominal.
  • Ovariana:
    Formação de cistos de endometrioma nos ovários.
  • Endometriose Profunda:
    Infiltração em órgãos como intestino, bexiga, ureteres e até pulmões.

Tratamento Personalizado

O tratamento da endometriose deve ser individualizado, considerando os sintomas, a idade, o desejo de engravidar e a extensão da doença.

Tratamento Clínico

  • Terapia Hormonal:
    Uso de anticoncepcionais orais, progesterona, DIU hormonal ou análogos do GnRH para suprimir a menstruação e reduzir a progressão da doença.
  • Analgésicos e Anti-inflamatórios:
    Controle da dor e inflamação.
  • Cuidados Complementares:
    Mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada, exercícios físicos, terapias alternativas (acupuntura, fisioterapia pélvica) e apoio psicológico.

Tratamento Cirúrgico

  • Cirurgia Conservadora (Videolaparoscopia):
    Remoção dos focos de endometriose preservando os órgãos reprodutivos, indicada para alívio da dor e melhoria da fertilidade.
  • Cirurgia Radical:
    Em casos severos, pode ser necessária a remoção do útero (histerectomia) e/ou ovários, especialmente se outros tratamentos não forem eficazes.

Importância do Acompanhamento Médico

Devido à natureza crônica e progressiva da endometriose, é essencial um acompanhamento regular com um ginecologista especializado. O manejo adequado da doença pode melhorar significativamente a qualidade de vida, aliviar os sintomas e preservar a fertilidade.

Quando Procurar Ajuda Médica

Se você apresenta:

  • Dor pélvica intensa e persistente que interfere nas atividades diárias.
  • Cólica menstrual severa que não melhora com analgésicos comuns.
  • Dificuldade para engravidar após um ano de tentativas.
  • Sintomas intestinais ou urinários durante a menstruação.

Não hesite em buscar uma avaliação médica especializada.

Agende Sua Consulta

A endometriose pode ser gerenciada com o tratamento adequado. Se você suspeita que possa ter a doença ou deseja uma segunda opinião, entre em contato e agende sua consulta. Estamos comprometidos em fornecer um atendimento personalizado e acolhedor, ajudando você a retomar o controle sobre sua saúde e bem-estar.

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Sobre a Dra. Rosi Balbinotto

Sou especialista, membro e certificada na atuação em endoscopia ginecológica pela FEBRASGO, membro e certificada em cirurgia videolaparoscópica pela SOBRACIL, especialização pela sociedade brasileira do trato genital inferior e colposcopia, membro da SOGIRGS e Mestrado em Cirurgia pela UFRGS.

A vontade de fazer Medicina foi por uma busca de conhecimento, por ser uma pessoa sempre à procura de porquês. Tudo tinha uma razão de ser, e às vezes mais de uma, a vida não é feita de uma única explicação. Perdi minha mãe quando eu tinha 5 anos, e estes porquês começaram tão cedo em mim, que já não me lembro mais. Desde criança queria ser alguém que pudesse ajudar os outros. Ao ajudar, ensinando o que aprendi, aprendendo o que me ensinaram de volta, um ciclo. Todo o ano eu avalio novas expectativas e novos planos.

Com 12 anos, minha bisavó Concilia veio morar com a gente, para fazer companhia para minhas irmãs e eu. Ela sempre me contava histórias da sua vida quando adulta no interior de Camaquã, que era parteira e anotava os nomes das gestantes e dos bebês que atendia em um caderninho, e me enchia de curiosidade sobre a vida. Ela foi uma mulher muito forte.